Parada Cardiorrespiratória
A RESSUSCITAÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA (RCR) tem como objetivos principais prevenir a interrupção ou
inadequação da circulação e/ou respiração através do pronto reconhecimento e intervenção;
além de dar suporte circulatório e respiratório aos pacientes.
Entretanto, muitos problemas ainda existem em relação à PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR). As
taxas de sobrevida a longo prazo têm sido desapontadoras. Desta forma, é de suma importância se
acionar rapidamente o serviço de emergência assim que se determine a irresponsividade e a
ausência de respiração espontânea do paciente.
A RCR, tem apresentado muitos avanços nos últimos anos, o que tem contribuído em definitivo para
que muitas vidas, que anteriormente seriam perdidas, possam ser salvas. Dentre estes avanços
podemos destacar a desfibrilação realizada mais precocemente, o que vem demonstrando uma diferença
significativa na taxa de sobrevida.
A Fibrilação Ventricular (FV) é o ritmo mais freqüentemente observado durante uma PCR. Os índices
de sobreviventes diminuem em 10% por cada minuto passado após o início do evento arrítmico,
tornando a sobrevida impossível após transcorrido 10 minutos de PCR. O aumento do percentual
de sobreviventes é diretamente relacionado ao menor intervalo de tempo entre o início da FV e a
administração do primeiro choque (sucesso da ressuscitação).
Sucesso da Ressuscitação
MÉTODO -------------------- DESFIBRILAÇÃO -------------------- TAXA SE SOBREVIDA
Sem SBV ------------------- Tardia (em 10 min.)------------------- 0-2%
SBV Precoce (Até 2 min.)--- Tardia (em 10 min.)------------------- 2-8%
SBV Precoce (Até 2 min.)--- Precoce (em 6-8 min.)----------------- 20%
SBV Precoce (Até 2 min.)--- Muito Precoce (até 4 min.)------------ 30%
e
SAV Precoce (Até 8 min.)
SBV -> Suporte básico de vida
SAV -> Suporte avançado de vida
Devemos compreender a diferença entre, morte clínica (falta de movimentos respiratórios e batimentos
cardíacos eficientes na ausência de consciência, com viabilidade cerebral e biológica - período
curto durante o qual a perda dos sinais vitais pode eventualmente ser revertida); morte
biológica (deterioração irreversível dos órgãos, que se segue a morte clínica, quando não se
institui as manobras de RCR - é o estado de morte irreversível) e morte cerebral (ocorre
quando há lesão irreversível do tronco e córtex cerebral, por injúria direta ou falta
de oxigenação, por um tempo, em geral, superior a 5 minutos em adulto com normotermia); para
que através destas possamos ter a decisão apropriada com as técnicas de sustentação da vida.
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